O amor come minhas unhas
Quero só roer a dor
Mastigar as madrugadas assistidas
As manhãs frias, dias inteiros
Quero engolir tudo que for de partida
O futuro , os restos do
Que não veio
Nas unhas vou roendo o tempo
Para eu não ser digerida
Minha gaveta pública. Lugar de irrestrita solidão.