Nessa mata de zinco
assassino o que sinto
Invento instintos
Alimento o frio
Enchentes de dor e gente
gastando com o asfalto
Silêncio
A buzina acertou o meu cérebro
Ainda bem que não tenho coração
Oferta de cinismo
Pernas abraçam o vento
O mundo passa na janela
O ônibus que me embala
não abala
Vai levando seu mundo
Todos mudos
Cheios
Lotados de vazios
Que extravasam
Despencando gente em pontos
Que ninguém acerta